Reequilíbrio Tóraco-Abdominal
O RTA, ao reorganizar a interação entre tórax, diafragma, musculatura abdominal e assoalho pélvico, torna-se uma abordagem especialmente útil na fisioterapia neurológica, onde há grande impacto na respiração, no tônus, no controle postural e na funcionalidade.
A seguir, os principais benefícios e fundamentações no contexto neurológico:
Pacientes neurológicos frequentemente apresentam:
O RTA contribui para:
Indispensável em AVC, TCE, lesão medular, doenças neuromusculares (DMD, ELA) e Parkinson.
A respiração influencia diretamente o tônus por meio do sistema retículo-espinal. O RTA:
Em pacientes espásticos:
Em pacientes hipotônicos:
Fundamental em paralisia cerebral, AVC espástico, esclerose múltipla e síndromes hipotônicas.
O core nos pacientes neurológicos costuma ser fraco, desorganizado ou mal coordenado.
O RTA reorganiza essa relação ao trabalhar:
Isso resulta em:
Impacto direto em AVC, lesão medular incompleta, ataxias e doenças que comprometem a estabilidade central.
Gabinete torácico rígido ou muito elevado e abdominais inativos alteram:
O RTA:
Resultando em marcha mais fluida, econômica e estável.
A regulação da pressão intra-abdominal e do movimento tóraco-abdominal facilita:
O RTA funciona como base para o aprendizado motor, essencial na reabilitação neurológica.
Como o RTA:
ele pode auxiliar no suporte respiratório necessário para:
Nos quadros neurológicos, a tosse pode ser fraca devido a:
O RTA melhora:
Importante em ELA, DMD, lesão medular alta, pós-AVC e doenças desmielinizantes.
O RTA atua exatamente onde muitos pacientes neurológicos têm déficit:
✔ respiração
✔ tônus e coordenação
✔ controle postural
✔ estabilidade do core
✔ mobilidade torácica
✔ função motora global
✔ segurança e eficiência da tosse
✔ marcha
✔ desempenho funcional
O RTA não é apenas uma técnica respiratória — é uma ferramenta organizadora do sistema motor.